Etapas

O itinerário seguido por Torres é conhecido a partir dos lugares onde pernoitou, ou acerca dos quais deixou memória escrita. Por estradas difíceis e mal pavimentadas, o poeta salientou a severidade do itinerário, a rudeza das gentes e a desolação da paisagem. Mais de dois séculos e meio depois, Luís António Quintales transformou o relato de Torres num Caminho de Santiago adaptado às necessidades das peregrinações jacobeias atuais. Privilegiando vias que reforçam a relação com a natureza própria de cada região, respeitando valores patrimoniais e ecológicos locais, foi feita uma primeira marcação e construiu-se um website de referência, com abundante informação e tracks gps. Em 2016, 5 Comunidades Intermunicipais do Norte de Portugal (Douro, Tâmega e Sousa, Ave, Cávado e Alto Minho) reuniram-se para desenvolver o programa de valorização cultural e turística do Caminho de Torres.  Entre Ponte do Abade (Sernancelhe) e a travessia internacional do rio Minho (Valença), ao longo de quase 235 quilómetros e abrangendo 15 municípios, o projeto aprofundou o conteúdo histórico daquele itinerário, assim reforçando a sua genuinidade, dotou o trajeto de sinalética qualificada e padronizada e forneceu materiais de interpretação e orientação para todos os peregrinos que pretendam chegar a Santiago de Compostela, saindo de Salamanca e passando pelo norte de Portugal, por este caminho único, de singular beleza e forte carga histórica.
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